sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Envelhecer também é belo


O espelho, esse grande inimigo diário, o espião do tempo sempre denuncia um algo diferente em nosso corpo: um fio de cabelo branco, aquela ruga escondidinha no canto do olho, o peito que não suporta a gravidade, a barriguinha escondida por uma blusa larga e tantos outros sinais de que estamos perdendo a juventude.
Ser jovem é tudo em nossa cultura. É quase uma tirania ou talvez uma obrigação. Como se a juventude durasse para sempre...
Amadurecer faz parte da vida, por que ficar neurótico diante desse fato? Antes de pensar que se perde a juventude, deve-se pensar que se ganha a maturidade e a experiência, mas nunca dizer que ganhamos a “velhice”.
A palavra carrega conotações ruins, pesadas, afinal, pensar no velho é pensar naquilo que está acabado, deteriorado.
Envelhecer é uma arte nesta sociedade em que vivemos, pois somente na terceira idade teremos tempo pra fazer tudo que sempre desejamos.
Poderemos cuidar dos seus netos e contar histórias a eles nas quais viajarão.
Teremos a oportunidade de dançar, viajar, estudar ou apenas caminhar lentamente e apreciar toda a paisagem que a correria do dia a dia te impedia...
Envelhecer não é sentar e esperar a morte. É ter história de vida, é ter um baú aberto dentro de si cheio de coisas encantadoras.
O espelho que me desculpe, mas a beleza de cada um está dentro de nós e o sinônimo de beleza na terceira idade fica estampando no sorriso sincero e singelo, cheio de felicidade, no rosto daqueles que souberam aproveitar seu tempo e agradecer a Deus por cada dia que lhe foi concedido.



Texto de Karla Bardanza adaptado por Mayara Campbell

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